maio 11, 2006

say hello to nothing.

as coisas são do jeito que são e talvez você consiga tudo e se mude para bem longe, para a maior cidade que você consiga achar. aí você vai ver que seu amor platônico é crônico e que as coisas são mais bonitas de longe, como na tv, nas fotos da revista, dos posters espalhados pela sua casa.
enquanto isso, os meus posters ainda estão enrolados na imaginação. e todas aquelas coisas que você disse sobre mim são bem verdade. todas elas. e tudo aquilo que você pensa também. mas enquanto minha miopia afeta só os olhos, ainda há remédio. o esforço para enxergar é a lógica que indica que o melhor caminho é deixar para lá. tapinha nas costas, até mais.
e vai assim: espero que você continue se apaixonando pelas coisas que estão longe, e que as paixões sejam minúsculas como você. a maior cidade, a mais cool, as melhores futilidades para ocupar o tempo. e toda noite você vai ser um corpo bem pequenininho deitado numa cama. e a cidade enorme lá fora. e você, di mi nu i n do.
salvo engano, a vida deve ser mesmo bem profunda e dificil aí dentro do umbigo.

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