é até obsceno considerar que nós ficamos tão imersos naquilo que são 'as coisas sérias da vida' que parece até um crime tentar fazer algo por prazer. fica até parecendo que é errado passar dois dias em casa porque você ficou doente ou querer uma semana - só uma - de férias. e as pessoas perguntam "ah, você vai pra um congresso? vai procurar trabalho?". não. eu vou, só, porque é legal conhecer e arriscar o trabalho e a faculdade e vale tudo. a vida é agora.
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eu não sou muito de ficar acreditando que existe a lei que faz tudo dar errado e que a gente é a vítima passiva de tudo que acontece ao redor. há dois ou três ou quatro dias... sei lá, há uma semana atrás, parecia que tudo ia dar errado. mas não vai. os nós se desatam, as coisas vão se resolvendo no tempo e na medida certa.
enquanto isso eu fico lembrando o plano de como seriam as coisas perfeitas. de como a gente desenha a coisa na cabeça e ela vai ficando bonita e colorida. e no final, até por culpa própria, a gente deixa tudo para o dia anterior e a pintura sai dos contornos, fica meio borrado. mas fica pronto. enquanto eu assumo isso como verdade eu fico aqui sentado esperando o tempo passar para correr atrás depois. força do hábito.
junho 07, 2006
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