estou ocupado com pequeninices do dia-a-dia. esqueci as coisas boas da vida em algum lugar, há uns dois anos atrás e agora me ocupo de preocupações. sempre entretido em alguma coisa minúscula e deixando a parte grande do negócio de lado. deixando para depois, empurrando com a barriga. porque, afinal, é confortável.
e às vezes a gente se lembra, pensa, faz planos. e empurra com a barriga. vai deixando de lado, preguiça da vida, e fica nessa coisa confortável-ruim, inércia. até o ponto que você olha para sua vida e pensa: o que eu estou fazendo?
tenho uma carência enorme de silêncio. desse que só existe debaixo da água. os meus pensamentos, todos atrapalhados. dei para não cumprir com promessas que fariam algo por mim mesmo. estou desistindo, desistindo.
eu preciso de um pouco de esforço. tinha medo de cair no buraco negro dessa liberdade toda... e fui aceitando as coisas fáceis. que estão ok, mas foram fáceis e não eram o que se esperava. eram as coisas como são e como aconteceram, não eram aquilo que se queria.
e vou entupindo tudo com aquilo que eu queria ser. os livros demorando séculos para serem lidos. as fotos desorganizadas, os filmes que duram meses para serem revelados. as fotos que não são tiradas, acumulando idéias, desperdiçando...
estava esperando a hora de acordar. o que eu estava pensando antes de começar a pensar?
abril 20, 2007
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Um comentário:
as coisas grandes são mesmo importantes. grandes como ir tomar um sorvete no meio do horário de trabalho.
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