"estando à beira de ser feliz, pequenos coágulos de sombras me turvam, desaparecem palavras, voltam velhas superstições..." - roubado de vega
à sombra do calor infernal que me lembra de casa, tento contornar situações, pequenas sabotagens da minha felicidade. gaguejo, me atrapalho nas palavras - acabo usando-as contra mim. cada pensamento é como um presságio do fim dos tempos, uma angústia. e deveria ser alegria.
as coisas todas espalhadas, esperando por mim. baguncei tudo e não se por onde começar. talvez por dentro, talvez pelas coisas mais difíceis e pesadas de carregar. sou eu, no meio da bagunça, estragando tudo mais uma vez - sem perceber, sem acreditar. uma dúzia de coisas que nunca existiram ficam martelando na minha cabeça... e de novo, e de novo.
não é mais como antes, nunca vai ser. as coisas não se repetem. as coisas não acontecem duas vezes, em dois lugares diferentes. não faz sentindo, como nunca fez.
outubro 21, 2007
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