dezembro 03, 2007

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para dan

eu tive a sensação que isso poderia me salvar. a inquietude, a busca por cada uma dessas alegrias-tristes e incompletas que acabam antes da hora. as coisa natimortas, os momentos que perdi e lugares em que não estive na hora certa. mas não. nada.

é, eu sei. eu te entendo. te entendi desde aquele dia. às vezes a gente só precisa de olhos sobre a gente. como na segunda série, que a gente precisava chamar a atenção da professora, mas tinham outros coleguinhas, tinha a aula, tinha o curso normal do mundo e você quer um pouco mais disso. passado o tempo, continuamos os mesmo, dissimulando apenas.

mas a minha salvação que não encontrei em livros, em pessoas, em cheiros. a minha salvação está em pequenas sensações passageiras. e de volta ao abismo, ao topo, ao abismo. ao topo. ao sempre. ao nunca. escrevo com muitos pontos porque tenho fôlego curto. porque penso rápido. porque me acho rídiculo quando falo de mim mesmo. porque apaguei todas minhas vidas passadas e agora não sei de mais nada. tudo que aprendi e esqueci e vou esquecendo, minha amnésia programada.

procure no meu sangue, a salvação é vendida em pequenos frascos de vidro na farmácia. as frases que eu nunca disse, ainda que ensaiadas para situações que nunca aconteceram. ou aconteceram.
nossa,
ridículas.

Um comentário:

Anônimo disse...

se tem uma coisa que eu sei, é na saudade enorme que eu sinto (vale pra vc e dan).
nossa, como eu odeio a saudade.