eu deveria ter milhares de coisas a dizer. e tenho. mas não sei como.
é estranho passar uma semana fora e parecer que foi mais tempo que um ano. porque na volta não estava mais tudo tão familiar. é como uma comparação mais rápida de algumas coisas que deveriam ser de tal modo e não são.
do outro lado é a pressão constante e velada para que alguma coisa seja feita. na verdade, uma pressão interna. meio o impulso que faz a gente andar. mas que tem me feito sentir estacionado. ou pior, atolado?
ao mesmo tempo... o cenário influencia a atuação. a gente não se destaca dele, a gente vive nele. mas... vale a pena ser mais um? é o lugar nenhum do mundo. fragmentos espalhados por aí e ao mesmo tempo, pó, imperceptíveis.
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levo como um ponto zero. mais um, por que não? as coisas já tinham mudado e eu estava adiando. tem uma hora que não dá mais certo e a gente precisa deixar para lá. insistir e insistir até um ponto. depois a gente diz 'tchau' e não dói mais. antes era bonito, agora não é mais.
te dejo.
junho 21, 2006
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